Cartas que eu não mando

23.12.17

Rio de Janeiro, 23 de setembro de 2016.


Oi, 

Como estão as coisas ? Soube do seu novo emprego e de como está tudo indo bem. 
Eu me formei ano passado e imagino que você também, conheci boas pessoas e arranjei um emprego também, o salário não é lá essas coisas mas por enquanto tá tudo bem. 

Já faz um tempo desde a nossa última despedida, desde então essa é só uma de todas as páginas que eu já escrevi. Digo pra mim mesma que é porque eu não tenho selos aqui em casa, mas toda minha família sabe que nem se eu tivesse 12 caixas lacradas cheias de selos eu mandaria essas cartas pra você, e eu diria que é porque eu não tenho certeza do endereço e talvez não saiba um dos seus sobrenomes. 

Pouco tempo depois de termos nos perdido eu conheci outra pessoa, eu diria que outra pessoa me conheceu, mas você sabe como eu sou e estraguei tudo outra vez. Essa pessoa sabia de você eu não sei como, ela me trouxe alguns prejuízos mesmo tentando me fazer esquecer você. Não é uma história longa, só pra não perder o costume de te contar o que tem acontecido, afinal, nós sabemos tudo um do outro, ou quase tudo como você gostava de ressaltar.

Mudando de assunto, eu entrei na faculdade, finalmente, lembra de todos os nossos dilemas ? Eu sei que devia ter escolhido a área de comunicação, mas acabei mudando e estou estudando Moda, já estou planejando a pós graduação e acredite se quiser, vou me tornar a nova Coco Channel. Nada que muito marketing, conhecimento de moda e estilo não consigam. 

Lembra do Pokoyo ? Nosso cachorro? Ele sentiu sua falta tanto quanto eu no início, hoje eu sinto mais. 

Espero que você consiga a promoção que queria nessa nova empresa, espero que responda alguma das minhas cartas se eu enviar um dia. Espero que tudo fique bem.




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